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Introdução

Falar sobre Doença de Parkinson (DP) pode despertar medos, dúvidas e até aquela sensação de que não teremos futuro, mas entender o que está acontecendo dentro do corpo é uma forma poderosa de recuperar o controle — e você está dando esse passo agora.

Aqui no Território Parkinson, acreditamos que informação é cuidado.

📜 Um Pouco da História

A Doença de Parkinson ganhou seu nome em homenagem ao médico britânico James Parkinson, que em 1817 publicou o estudo “An Essay on the Shaking Palsy”. Nesse trabalho, ele descreveu os principais sinais da condição que hoje conhecemos como DP.

  • Em 1967, a levodopa começou a ser usada, revolucionando o tratamento (Veja o nosso artigo sobre a evolução dos medicamentos)
  • Nas últimas décadas, terapias complementares (vide artigo), estimulação cerebral profunda e programas de reabilitação ampliaram a qualidade de vida das pessoas com DP.
  • No século XX, descobriu‑se a relação entre a doença e a dopamina.
  • Desde então, a ciência avançou muito, permitindo diagnósticos mais precisos, novos medicamentos e uma compreensão mais ampla do que realmente acontece em nosso cerebro
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  • 🧩 O Que é a Doença de Parkinson? (Definição)

A Doença de Parkinson é uma condição neurodegenerativa, crônica e progressiva que afeta principalmente a capacidade de controle dos movimentos.

Ela ocorre quando um conjunto de neurônios localizados em uma área do cérebro chamada substância negra começa a diminuir sua função e quantidade. Esses neurônios são responsáveis por produzir um neurotransmissor essencial: a dopamina.

A dopamina atua como uma “mensageira química” que ajuda o cérebro a comandar movimentos voluntários com fluidez e precisão. Quando há perda dessa substância, surgem os sinais característicos da DP.

🔬 Fisiopatologia (O que acontece no cérebro)

De forma simplificada, a fisiopatologia da Doença de Parkinson envolve:

  • Perda dos neurônios dopaminérgicos: Os neurônios da substância negra pars compacta começam a degenerar. Quando há cerca de 50% a 60% de perda, os primeiros sinais clínicos aparecem.

  • Redução da dopamina: Com menos dopamina disponível, ocorre um “desalinhamento” entre áreas do cérebro que controlam movimentos. É como se o cérebro enviasse os comandos, mas o corpo demorasse ou tivesse dificuldade para responder.

  • Acúmulo de corpos de Lewy: São pequenos aglomerados de proteínas (principalmente alfa-sinucleína) que se acumulam dentro dos neurônios, prejudicando seu funcionamento.

Essa combinação cria um efeito em cadeia que impacta funções motoras e também outras áreas do organismo ao longo do tempo.

🧭 Principais Causas e Fatores de Risco

A ciência ainda não encontrou uma causa única para a Doença de Parkinson. Hoje sabemos que ela resulta da combinação de fatores genéticos, biológicos e ambientais.

🧬 1. Fatores Genéticos Algumas mutações aumentam o risco de desenvolver DP, como as nos genes LRRK2, PARK7, PINK1, PRKN e SNCA. Mas vale reforçar: somente 10% a 15% dos casos têm origem hereditária.

🌿 2. Fatores Ambientais Pesquisas mostram associação com:

  • Exposição prolongada a pesticidas;

  • Solventes industriais;

  • Metais pesados;

  • Histórico de lesão craniana.

Esses fatores não “causam” a doença sozinhos, mas aumentam a vulnerabilidade.

🎂 3. Idade O principal fator de risco. A maioria dos diagnósticos ocorre após os 60 anos.

⚖️ 4. Estilo de Vida Tabagismo, sedentarismo, baixa ingesta de antioxidantes e histórico de doenças metabólicas são investigados como potenciais influenciadores.

💡 Fica a Dica 

“Por mais assustadora que a Doença de Parkinson possa ser, ela não define quem você é — ela pode dificultar mas não deve impedir uma vida plena.”

🌱 Mensagem Final: Caminhamos Juntos

Se você chegou até aqui, é porque quer se ajudar ou ajudar alguém importante. Esperamos, de coração, que este conteúdo tenha esclarecido suas dúvidas e oferecido um pouco de conforto.

No Território Parkinson, você nunca caminha sozinho(a).

Com carinho, Equipe Território Parkinson 🌷

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